“VER E OLHAR: EXISTE DIFERENÇA? Tomando como base o texto de Márcia Tiburi¹ Aprender a Pensar é descobrir o olhar ², comecemos uma discussão, uma expressão de opinião sobre a possível diferença entre Ver e Olhar. Será que existe essa diferença? Ao perguntar a alguém se existe alguma diferença entre Ver e Olhar, certamente ouviremos que não; que Ver e Olhar são sinônimos. E de fato são. Entretanto, mesmo sendo sinônimos, existe diferença entre a ação de Ver e a de Olhar. Vivemos na era da informação, onde tudo que acontece é noticiado com muita rapidez. A quantidade de informações que nos são passadas, e também a rapidez com que são passadas, acaba não sobrando tempo para assimilação e reflexão do que aconteceu/acontece. Ouvimos muito, mas pouco escutamos; vemos muito, mas pouco olhamos. Quando paramos para olhar algo, devemos nos despir de todo e qualquer preconceito, conceito ou pré-conceito; devemos está abertos ao que iremos presenciar, pois é através do olhar que percebem...
UMA RUA GRANDE; PORÉM, TORTA, MORADIA FIXA DE MUITAS LEMBRANÇAS E DE MUITAS SAUDADES. Ninguém fica à toa, caso se permita andar, caminhar, passear ou até historiar pela Rua Coronel Alexanzito, uma das mais antigas e a popular Rua Grande, em Aracati, famosa pelo seu valor histórico-cultural, sede dos mais belos casarões históricos, arquitetura dos Séculos XVIII, XIX e XX, cantada como a rua torta “que nem uma linha, que a gente joga no chão”. O patrimônio histórico, enfileirado num casario em forma de sobrados, cujas paredes se cobrem dos belos e dos ricos azulejos portugueses, além da rara marca arquitetônica, guarda em seu interior a galhardia da “nobreza” que lá nasceu e viveu por algum tempo, no apogeu das charqueadas exportadas para a Europa e do ciclo dos ouros brancos, Sal e Algodão. A sensibilidade de quem se insere na história da grande Rua Grande, também é capaz de causar arrepios de saudades de outras riquezas, impregnadas nas fartas paredes, cúmplices de muitos acontecimento...
BELA LIÇÃO DE VIDA: Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só. Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela. - Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. - Mas a senhora ainda nem viu seu quarto. - Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem, ou posso levantar da cama...
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